No dia 5 de março, um grupo de empresários do setor têxtil e de vestuário saiu de Nova Friburgo e veio até o Rio de Janeiro para passar um dia inteiro aprendendo IA aplicada ao negócio de moda. Eram donos de empresa, gestores, profissionais com anos de mercado, não estudantes. E uma pergunta legítima em comum: isso aqui é para mim?
O workshop aconteceu no Senac RJ, no Centro de Inovação Cápsula, com presença de empresários do Sindvest (Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo).

Por que empresários e não estudantes muda tudo.
Quando você ensina para quem já tem empresa rodando, as perguntas mudam de nível. Deixam de ser "o que é IA" e viram "como isso resolve o meu problema específico de hoje". Quando a ficha cai (quando alguém gera a primeira imagem de campanha com o conceito que estava na cabeça dela), o que eu vejo na sala é reconhecimento, não empolgação de iniciante.
O que os participantes disseram.
A stylist Marina Martins criou uma campanha fictícia chamada "O Jardim de Vênus" para uma marca de lingerie e publicou o resultado, escrevendo que "a IA, quando bem usada, funciona como um playground criativo para image makers." Outra participante mandou mensagem no dia seguinte: "Adorei, principalmente por ser na prática... Já quero o 2!" A coordenadora do Senac RJ, Luiza Calado, recebeu "muitos depoimentos incríveis de quem participou".

O que isso confirma.
Interesse por IA o mercado de moda no Brasil já tem. O que falta é acesso a uma educação que respeite quem já sabe o que está fazendo.



