Há algumas semanas comecei a fazer um teste que não consigo parar de repetir. Abro o ChatGPT ou o Gemini e faço uma pergunta simples sobre marcas brasileiras de moda. Na última rodada, a pergunta foi: "Quais são as marcas brasileiras de moda sustentável que você recomendaria?" As duas IAs responderam sem hesitar: Osklen, Catarina Mina, Flávia Aranha, Insecta Shoes, AHLMA.
Essas são marcas sérias, com trabalho real. Mas a questão que ficou foi: por que elas e não outras? A resposta está no conteúdo, não nos produtos. São marcas que, ao longo do tempo, geraram muito conteúdo indexável sobre si mesmas, não só nas próprias redes, mas em fontes externas com autoridade.

Isso tem nome: GEO, Generative Engine Optimization. É a prática de estruturar o conteúdo digital de uma marca para que plataformas de IA generativa a citem, recomendem e descrevam com precisão. O BoF-McKinsey State of Fashion 2026 aponta que "buscas de compra em plataformas de IA cresceram 4.700%" entre 2024 e 2025.
O que fazer a partir daí:
primeiro, teste o que a IA fala sobre sua marca. Segundo, veja se existe conteúdo sobre você além do seu próprio site: cobertura em imprensa especializada, entrevistas, artigos educativos. Terceiro, pergunte se seu conteúdo é legível por máquinas: especificações claras, posicionamento explícito, respostas a perguntas reais do cliente.
A janela ainda está aberta. Marcas que entenderem isso agora vão ter vantagem composta por anos, assim como as que fizeram SEO sério em 2012.



